sexta-feira, 26 de março de 2010

Abrace a impaciência agora!


Já chegou?...Posso abrir agora? E agora? E agora?...Deixa eu ver!...Por que? Por que? Por que? Essas e outras frases tão comuns (e as vezes tão irritantes) são ouvidas a exaustão por aqueles que possuem filhos pequenos e pelos que convivem com criança. Existe uma pressa nelas em absorver o mundo, em ouvir e ver tudo ao mesmo tempo, em fazer tudo ao mesmo tempo, em brincar com todos os brinquedos ao mesmo tempo e deixá-los caoticamente espalhados em todos os cantos da casa em uma rapidez incrível! Vivem todos os dias como se fosse o último, apesar que teoricamente terem a vida toda pela frente. Criança é um poço sem fundo, de curiosidade, energia e IMPACIÊNCIA.
Ser paciente é saber esperar. Esperar o que? O momento certo? Como saber qual o momento certo? Afinal só depois que praticarmos a ação, é que vamos saber se a nossa atitude dará o resultado esperado. A tal paciência que tentamos embutir impacientemente em nossas crianças, nada mais é do a tentativa de deixá-los equalizados com a nossas inércia para a vida, e para nossas protelações.
Nós adultos temos um habilidade perversa em podar sonhos, e começamos isso com nossos pequenos. Conseguimos dizer a eles (com ar de sabedoria) para esquecerem a vontade de ser escultor, porque isso não dá dinheiro, para eles esquecerem de ser músicos, porque isso é coisa de quem não gosta de trabalhar, para elas pararem de criar, porque já estão grandinhos. Dai começamos a muni-los com bastante tinta branca, para que eles começarem a se pintar, para nunca destoar do resto do rebanho de ovelhas.
As crianças são as únicas que praticam o real sentido da vida. Que é amar, perdoar e sorrir diante das coisas mais simples. Nós podemos até entender, mas na prática elas dão um banho na gente.
Tão pequenos e tão cheios de uma sinceridade absurda, que nós dá medo, pois isso não faz mais parte de nosso mundo adulto sempre “político” demais. Elas fazem tudo que nós gostaríamos de fazer, mas nossa cautela (soletra-se C-O-V-A-R-D-I-A) nos impede. A impaciência como desejo de mudar as coisas deve ser respeitada, e apenas guiada para não se transformar em agressividade e para não desrespeitar o espaço do próximo.
A educação se dá em impor limites aos nossos filhos a respeito das coisas que o cercam, para se tornarem mais harmoniosos diante das negativas que o futuro inevitavelmente os dará. Assim eles terão maior probabilidade de se tornarem adultos incapazes de ficarem remoendo sofrimento e mais zelosos com os direitos alheios. Mas muito cuidado pais, ao tentar controlar a impaciência deles, para não levar junto suas alegrias e seus sonhos. Deixe-os voarem em seus leonopteryx AGORA! Deixe-os abrir seus presentes AGORA! Abraçe-os AGORA com toda IMPACIÊNCIA!
Como disse José Saramago em seu blog “ Obviamente, nada tenho de pessoal contra a esperança, mas prefiro a impaciência”

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Auxílio Reclusão Parte I


Recebi um e-mail de um sujeito revoltado com o Auxílio-reclusão, dizendo que isso era um incentivo a criminalidade, que eles não merecem benefício nenhum blá,blá, blá. Discordo! E vou explicar meu ponto de vista
Desde 2003 foi instituído no Brasil o Auxílio Reclusão, que tem por finalidade auxiliar o sustento dos dependentes de detentos. Benéfico esse que é corrigido anualmente, sendo que a Previdência Social pagará a cada dependente o valor de até R$ 798.30 a uma pessoa que comece a cumprir pena esse ano. Sendo que o detento deverá ser um segurado da previdência até a data da prisão.
Deixando os por menores técnicos de lado, gostaria apenas de expor minha opinião referente ao tema do blog, a paternidade. Acho que esse benefício contempla principalmente gente que trabalhava honestamente e cometeu um erro, ou mais de um. Visto que os criminosos profissionais não costumam pagar previdência social. Pela visão da vitima, esse sacana deveria apodrecer na cadeia. E pelo ponto de vista dos filhos do criminoso, não (salvo os casos de violência domestica). Tudo que um filho quer, é que seu pai volte para casa, e cabe ao governo amparar esses menores até a volta do PAI ou “pai” dependendo do caso. Deixando a hipocrisia (que esta tão agregada à cultura brasileira) de lado, deveríamos apoiar esse benefício. Podemos achar um absurdo agora que estamos livres e nos consideramos superior, o governo dar dinheiro para os filhos dos vagabundos presos, mas se algum de nós fizer besteira e formos ver o sol nascer quadrado, a primeira coisa que iríamos providenciar seria recorrer a esse benefício. E é simples, os filhos não tem culpa alguma do crime dos pais, por mais hediondo que eles tenham sido.

Auxílio Reclusão Parte II


Apesar de pais “honestos”, ou melhor, com ficha criminal limpa receber apenas R$ 27,24 por dependente, se supõe que ele pode fazer serviços externos (bicos) para incrementar a renda. Mesmo assim fica difícil se equiparar ao valor do beneficio dado aos dependentes de um detento, sou a favor de aumentar o salário família e não diminuir o auxílio reclusão (bastava só abaixar um pouco os salários de: desembargadores, juízes, deputados etc, até porque eles não pagam quase nada, nós bancamos tudo). Dar dinheiro aos filhos de presos é um jeito de proteger o menor do trauma que é ter um pai detento, criando condições materiais, para auxiliar em sua criação, porém...
Agregado a esse auxilio-reclusão o governo deveria ter um programa intenso de assistência social voltada as famílias beneficiadas, já que muitas vezes essas famílias foram o estopim do ingresso à criminalidade do seu provedor. O que me revolta é que o governo prima pelas obras de fachada e das manutenções paliativas.
Educação, educação, educação seria uma das formas de diminuir a sedução da criminalidade em nossas crianças, o simples surgimento de uma perspectiva de vida, tiraria centenas de crianças do mundo do crime.
Auxilio reclusão, auxilio gás, o bolsa família intensificam a passividade brasileira, apesar de úteis, teria de ser condicionadas a fatores de desenvolvimento social como: cursos profissionalizantes, frentes de trabalho no recolhimento e triagem de lixo para reciclagem, escola cidadã etc, etc,
Esmola,é esmola! Pode matar a fome hoje, mas e amanhã?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Saudações!

Um sentimento novo, toda a vez que um filho nasce. Não importa se você já tenha tido sete ou mais, todo o primeiro choro se torna o primeiro choro de sua vida. Fitar os olhinhos abertos, as vezes um olhando para você. É impossível não se sentir realizado, pleno, por mais que a situação financeira e emocional do casal não esteja as mil maravilhas. O nascimento de um novo ser humano, é uma renascimento do amor na própria humanidade. E a adoção também se torna um parto, pois naquele momento se dá a luz a uma nova relação, uma escolha. A partir de agora você será meu filho e eu serei seu pai. Gofadas, côcôs coloridos e em escala industrial, mau humores, manhas, artimanhas, manipulações, e bateres de porta. Também adornarão esse aprendizado que chama-se PATERNIDADE. Não acho que ser pai seja padecer no paraíso, mas sim evoluir no plano terrestre. Minhas saudações a todos pais, mães e filhos, pois em ao menos um desses perfis você se encaixa.

Descrição


PAI - provedor, defensor, (pretenso) chefe de família, blá, blá, blá ...essa patente só cabe a aqueles que são também providos, defendidos e chefiados pelos seus. Para ser Pai, apenas necessita haver um filho. Mas para haver paternidade necessita existir amor.